terça-feira, 21 de outubro de 2008

Capitalismo Sentimental

Estamos vivendo em um mundo de livre comércio. Tudo se vende e se compra, inclusive as pessoas. Até os sentimentos estão sendo comercializados sem nenhum critério.
Nunca soou tão falso o velho ditado que diz que o dinheiro não traz felicidade. Não traz mesmo, manda buscar, pois a felicidade também se compra!
Hoje, tudo o que vemos é forjado. São sorrisos, amores, amizades...TUDO FORJADO!
As relações humanas deixaram de ser humanas, passaram a ser meramente trâmites financeiros, um jogo de interesses mútuos, onde todos querem ganhar e ninguém quer ceder.
Até a família passou a ser uma instituição falida, pois não há instituição que cresça sem interesses financeiros.
Nunca se sabe quando acontece uma relação humana, baseada em afinidades e sonhos em comum e quando há uma relaçao humana estritamente financeira, baseada em quais sonhos você poderá realizar pra ela.
Hoje não é mais o coração quem dita as regras do amor, é a razão, comandada pelo desejo insano de crescer a qualquer custo, de possuir.
A globalização, que levou o capitalismo para todos os cantos do mundo, o levou também aos corações do mundo todo.
E eu continuo vivendo no meu mundo imaginário, onde nem todas as pessoas se vendem e as que se vendem não valem o preço que se paga por elas, onde o amor ainda é a maior razão para se estar próximo a alguém.
As poucas pessoas que dividem comigo esse mundo, antes enaltecidas pelo seu caráter, hoje são tidas como bobas e ingênuas.
As pessoas que ainda têm a capacidade de se doar a outra, que são capazes de nutrir sentimentos positivos sem querer nada em troca, que são capazes de realizar os sonhos de uma outra só pra ver no rosto dela um sorriso estampado não são mais as pessoas com quem se queria dividir uma vida inteira, são apenas a escada da subida de alguém, ou talvez, apenas um degrau dessa escada.
Acreditem, deixamos de ser pessoas e passamos a ser SUBSÍDIOS!
Ouve uma inversão de valores: Não se precisa das pessoas porque se gosta, se gosta das pessoas porque se precisa delas.
Á medida que as pessoas não precisam mais da gente, nos descartam, nos trocam por outras que possam oferecer mais à elas.
Os capitalistas sentimentais que me perdoem, mas os meus sentimentos e os meus sonhos são caros demais para serem comprados pelo dinheiro.
A pessoa que eu sou ninguém pode comprar, pois não há nada no mundo que me pague o prazer de ser eu mesma, de sorrir espontaneamente, de amar intensamente, de confiar cegamente,de chorar até perder o fôlego, de sonhar o que eu quiser, de conquistar apenas o que eu puder, de pensar livremente...
Perdão, mas é o meu nome que quero assinado em cada página escrita na minha vida...e os direitos autorais sobre a minha vida estão em poder de alguém muito maior que a própria vida.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa Lú.. Este comentário é só pra dizer...
SEM COMENTÁRIOS!

Ah tempos não vejo alguém com uma visão tão clara das relações humanas. Acho que compratilho do mesmo mundo que você vive!

Anônimo disse...

Nossa Lu.. mais uma vez você conseguiu passar a mais pura realidade através das suas palavras e dos seus sentimentos..
Concordo com vc... em relação ao dinheiro..ao mundo capatitalista..onde existem pessoas que acham que o que importa é o saldo da conta bancaria.. mais pelo contrario..ao meu ponto de vista..o que é de maior valor.. é as coisas mais simples da vida.. aquela risada gostosa qdu conta uma piada.. auele sorriso envergonhado.. aquele olhar sincero e transparente..isso sim pra mim é felicidade..

Bjokis... adoroo seu blog..